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A Voz do Brasil
Segunda-feira, 02 de Agosto, 2021 às 16:37h

Heróis do Frio Voluntários se unem à Promoção Social e enfrentam baixas temperaturas para amparar moradores de rua

Voluntários se unem à Promoção Social

e enfrentam baixas temperaturas para

amparar moradores de rua

Pelo menos 100 moradores de rua foram abordados nos últimos dias em Cornélio Procópio durante operação montada pela prefeitura para atender a essas pessoas durante o período de frio intenso na cidade. Foram pelo menos quatro dias de intenso trabalho voluntário para levar a elas um pouco de conforto e solidariedade humana nesse período de baixíssimas temperaturas.

A iniciativa do município, através de órgãos como Secretaria de Promoção Social e Fundação de Esportes (Fecop), com apoio de cerca de 8 voluntários, desenvolveu ações que começaram na quinta-feira, dia 29 , até a madrugada desta segunda-feira (02). Neste período, foi abordada uma média de 15 a 20 pessoas por noite. O próprio prefeito Amin Hannouche, visitou o local preparado para receber os moradores de rua.

Parte das pessoas abordadas durante a operação foi conduzida para a Casa de Passagem ou para o Ginásio de Esportes 15 de Fevereiro, onde a Fecop improvisou espaços com colchões e cobertores para receber essas pessoas. E, mesmo as que se recusaram receber o atendimento nesses locais, acabaram sendo amparadas com agasalhos e alimentos nos próprios locais onde se encontravam.

“A iniciativa serviu muito para nos mostrar o quanto a nossa gente é solidária”, disse Vanildo Sotero que, em companhia de Rodrigo Marconsin (Pirulito), esteve presente durante todos os dias desta ação solidária. “Foi muito gratificante ver a espontaneidade da população, doando todo tipo de alimento. Neste período, nos chegavam pães, sopa, bolos doces e pizza, tudo doado pela comunidade”, disse Sotero que atribuiu a iniciativa ao prefeito Amin. “A ideia partiu dele que, inclusive fez questão de participar do primeiro dia”, complementou.

Recusas – Nos últimos dias em que o frio foi mais intenso na cidade, com os termômetros marcando apenas 1 grau positivo, esse trabalho voluntário, além do seu real objetivo por essa missão, serviu para revelar outra dificuldade: as recusas pontais pelo atendimento das pessoas que tentam convencê-los a passar um período no abrigo oferecido pelo município.

Não é o desejo de pelo menos metade das pessoas abordadas pela equipe. Acostumada nessas condições, a maioria só aceita mesmo a marmita ou o lanche e o cobertor que lhe são oferecidos. As razões variam de reclamações. Uns alegam dificuldade em deixar os companheiros e os costumeiros locais em algum beco ou locais públicos.

“Sou um morador de rua e agradeço o trabalho de vocês, mas quero ficar aqui mesmo”, revelou Jaime da Silva, de 48 anos, que veio de Maringá. Outro, bastante conhecido na cidade, prefere passar a noite na calçada. “É uma pessoa que todo mundo conhece. Vive em companhia de quatis e outros animais e deixa seus pertences no mato. Quando chega a noite, improvisa sua cama na calçada para passar a noite. Para nós, foi um trabalho gratificante. Estamos agradecidos a Deus”, afirmou Pirulito. (Comunicação/Prefeitura)